May 19, 2012, 4:30 pm

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Rocinha de Braços Abertos PDF Print E-mail
Written by Flávia Ferreira   

Mais de duas mil e quinhentas pessoas participaram da corrida "Rocinha de Braços Abertos", realizada na manhã do dia 22 de janeiro. A corrida, com percursos de 5km e 10km e uma prova infantil, deixou um marco na história da maior comunidade da América Latina, com a união de moradores, sociedade carioca e a polícia militar do Rio de Janeiro.

 

 

 

Os participantes que não conheciam a Rocinha ficaram impressionados com a hospitalidade dos moradores, muitos participantes aprovaram o evento, esse foi o caso de Edia Caetano. O que mais a impressionou nessa corrida foi o contato que as pessoas tinham com a comunidade, e a  possibilidade de poder ver o que é viver em uma favela.

"Parece uma ficção, são pessoas felizes que vivem em condições às vezes subhumanas. Esgoto a céu aberto, escadarias e ladeiras intermináveis, sem um ponto de luz. A felicidade maior foi ver a recepção calorosa dos moradores que até nos jogavam água com mangueira nos momentos de mais calor", relembra.

Segundo ela, sobra coragem e admiração por todos que fizeram este sonho de comunidade pacificada, longe da violência, tornar realidade. "Acho que tambem um ato de agradecimento de todos nos brasileiros a estes corajosos homens do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), e forças armadas em geral.

O campeão da prova de 5km, Cosme Souza, falou sobre a importância dessa corrida. "Parabéns à organização pela prova. A comunidade merece. Viemos dar uma força para os moradores. Estou feliz com essa vitória, foi muito especial. Essa prova vai abrir portas para a Rocinha e para o formato de corridas" explica.

Iris Nascimento, vencedora dos 5km no feminino, teve um motivo a mais para comemorar. A carioca completou 27 anos neste domingo. "A ideia dessa corrida é incrível. Arrastou bastante gente mesmo sendo um percurso difícil. Fiquei exausta em alguns momentos, mas ver a paisgem me motivou a correr mais. Nunca vi tanta escada na minha vida".

Mais de 250 policiais do Batalhão de Choque, do Bope, das UPPs e de outros batalhões também marcaram presença.  Renee Alonso, comandante do Bope e um dos idealizadores da prova, falou sobre o desafio do percurso e  elogiou a participação do público.

"Nossos homens estão acostumados a subir a Rocinha. Já chegamos a subir com 35 kg de material e armamento. Essa prova hoje foi mais do que sonhávamos, extremamente gratificante. Não chega a ser surpresa esse carinho ao longo do percurso. Já esperávamos esse envolvimento. Foi muito bacana ".

 

 



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