[layerslider id="15"]

Dr. Luís Fernando Correia – Um médico a serviço da informação

Dr. Luís Fernando Correia – Um médico a serviço da informação
01 mar 2018

Luís Fernando Correia é um médico diferente dos especialistas que atuam no Brasil. E a característica mais marcante desse clínico geral é a facilidade de “traduzir” a Medicina para os pacientes, sempre de maneira simples e esclarecedora. Isso o torna diferenciado e fazendo parte de um seleto grupo de Médicos Comunicadores de Saúde.

E foi sempre assim, desde que se formou em 1988, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UNIRIO, uma das mais respeitadas do país. De lá para cá, o especialista vem explicando os difíceis termos técnicos para cada um que o procura, seja numa consulta ou numa reunião entre amigos.

No começo da carreira, participou da equipe que fez a primeira cesariana em uma paciente com AIDS, no Hospital Universitário Gafreé e Guinle, no Rio de Janeiro, em 1987. Numa época em que pouco se sabia sobre o vírus, o então interno de obstetrícia, queria fazer todos entenderem o que era a doença e como se proteger. Foi só se formar para ser convidado como instrutor do Programa de treinamento em AIDS e Gravidez do Ministério da Saúde, onde dava aulas para ginecologistas e obstetras de todo o Brasil.

“Para estudar um tema como a Aids, nos anos 80, ainda com poucos trabalhos científicos publicados e numa era pré- internet, sem saber tive que fazer trabalho de repórter, descobrir onde estavam as informações, em que situações tinham acontecido, para aplicar esse conhecimento no tratamento dos pacientes”, explica.

Durante oito anos, trabalhou no serviço público, e pôde ver de perto o sofrimento da população mais pobre.

“A experiência de ter que me comunicar com pessoas de todos os níveis e educação e cultura, na Emergência do Hospital do Andaraí, uma das maiores da cidade, me ajudou a desenvolver a capacidade de explicar as situações, muitas vezes críticas, da saúde de um paciente para suas famílias”, relembra Luís Fernando Correia.

Pouca coisa mudou com a transferência para os hospitais privados do Rio de Janeiro. “Em Medicina, não importa se você está num centro de excelência ou num consultório popular. Você tem que saber se comunicar”.

A fama de conseguir explicar claramente os sintomas das doenças, fatores de risco e falar sobre saúde de maneira popular, o levou ao Jornalismo. É o primeiro médico (o Brasil tem atualmente 443 mil médicos) a ter uma coluna numa rádio – a CBN -, a primeira Rádio “AllNews” do país, transmitida para 72 das 100 maiores cidades brasileiras, com 87 milhões de ouvintes, onde é o titular do boletim Saúde em Foco. E já são 17 anos de programa diário, com temas exclusivos.

E quando o assunto é traduzir os temas mais complicados. apresentados em congressos internacionais, é que o “Doc”, como é carinhosamente chamado por todos, se sente mais à vontade. Ele se tornou o primeiro médico brasileiro a fazer cobertura dos principais Congressos e Eventos Médicos nos Estados Unidos como correspondente de saúde. O desafio inicial veio em 2003, quando cobriu, pelo Jornal O Globo, o Congresso da Associação Americana de Cardiologia, a mais importante do mundo.

Foram duas páginas com as informações mais relevantes, para a edição de Domingo, do maior jornal do país. De lá para cá são mais de 15 anos acompanhando os principais Congressos de Especialidades nos Estados Unidos e levando as informações para o público no Brasil e também para os brasileiros fora do seu país.

 

AO VIVO E A CORES

Luís Fernando Correia também é pioneiro no Jornalismo Eletrônico. Em Março de 2009 fez sua estreia como comentarista de saúde na GloboNews, no programa Estúdio I, onde está até hoje. O programa é um Talk Show, transmitido para todo o Brasil e ainda pela Globo Internacional, para os Estados Unidos, Canadá e América Latina. No Brasil a audiência é de mais de 630 mil assinantes.

E sua participação em TVs não para por aí. Oito meses depois de consolidar sua participação no cabo, assume a posição de Comentarista de Saúde na Rede Globo, maior grupo jornalístico do Brasil. Até os dias atuais, mantém sua participação no jornal diário RJTV, com uma audiência de mais de 2 milhões de pessoas, além dos telejornais Bom Dia Rio, Bom Dia Brasil (8,316 milhões de telespectadores), Jornal Hoje e Esporte Espetacular, além do Globo Comunidade RJ.

“Fazer TV ao vivo te obriga a estar com o assunto bem estudado e manter um nível de atenção muito alto. Por mais que se possa combinar como será a participação, tudo pode mudar de repente.

Aquele comentário foi pensado para ter 2 minutos de duração, de repente, uma voz no ouvido, “o ponto”, avisa que a informação deverá ser passada em 1 minuto e trinta. Adrenalina e adaptação parecidas com a que temos que enfrentar na Sala de Emergência.”

O currículo desse “médico repórter” tem prêmios, como o Alexandre Adler, de Jornalismo Médico, conferido pelo Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro, em Novembro de 2008. E conta também com participações em cursos e palestras. Em 2006, por exemplo, foi o único brasileiro selecionado para a primeira edição do Curso “Medicine in the Media”, organizado pelo N.I.H, do governo norte-americano, que ocorreu na Universidade de Dartmouth, em New Hampshire. Desde então faz parte da Associação dos Jornalistas de Saúde dos Estados Unidos, tendo sido o primeiro membro brasileiro dessa instituição.

“No começo, me preocupava como os jornalistas de formação se sentiriam vendo um “médico repórter”, fazendo aquele trabalho. Mas não posso me queixar, pois sempre fui bem aceito e respeitado por todos”, diz Correia.

Um dos momentos mais marcantes foi participar diretamente da cobertura jornalística da Retomada do Complexo do Alemão das mãos dos traficantes, pelas Forças de Segurança. Foram duas semanas acompanhando o trabalho da Policia e das Forças Armadas, e ao mesmo tempo um período onde pôde conhecer as necessidades de uma parte da cidade que habitualmente poucas pessoas veem ou se preocupam.

“Passar 15 dias usando um colete à prova de balas foi uma experiência que somente essa junção das carreiras de médico e jornalista pode proporcionar”, revela.

A cobertura dessa retomada rendeu a indicação e vitória na disputa pelo Prêmio Emmy Internacional de Jornalismo para a equipe da TV Globo e a partir daí, se tornou o único médico/jornalista a ter essa honraria no currículo.

No ano seguinte aconteceram chuvas torrenciais que causaram uma grande tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro e mais uma vez a cobertura da Rede Globo, com a participação de Luís Fernando Correia, foi indicada ao Emmy Internacional de Jornalismo.

A carreira de Jornalista de Saúde estava se consolidando e com isso, os convites para espalhar o conhecimento se tornaram frequentes. Correia começa a trabalhar de forma voluntária com a American Cancer Society, fazendo palestras sobre Câncer para jornalistas brasileiros, e também treinamento para membros de Organizações Não Governamentais de Câncer de Mama.

Em 2009 faz palestra no Seminário Latino Americano de Jornalismo de Saúde, na Universidade da Califórnia, em San Diego, organizado pelo Institute of Américas, Organização Não Governamental, criada e dirigida por ex-embaixadores norte-americanos à América Latina, voltada para aumentar o intercâmbio entre a região e os Estados Unidos.

Um dos momentos mais importantes para Luís Fernando Correia foi a participação no evento sobre Alcance do “Advocacy” no Combate ao Câncer, durante o Congresso Mundial de Câncer, em Dublin, na Irlanda. Ele comandou um “Talk Show”, com participantes internacionais, assistido por uma audiência de mais de 500 pessoas.

“Acredito na missão de participar na luta contra o Câncer, não só por ter sido tocado diretamente pela doença, já que perdi minha mãe para um tumor de laringe e meu pai teve câncer de próstata, mas por entender que a Sociedade Organizada tem um papel fundamental na difusão da informação cientificamente comprovada. Se posso ajudar a treinar as pessoas e instituições para que se comuniquem de forma clara e eficaz, por que não fazer isso?”

Em 2011 foi chamado a participar de uma Mesa Redonda na Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde foi discutida a importância da Comunicação de Saúde no combate às Doenças Não Transmissíveis, que seria tema de documento oficial apresentado durante a Assembleia Geral da ONU, no final daquele ano.

 

ESPORTE

Não é possível falar da carreira de Luís Fernando Correia sem mencionar seu amor pelo esporte. A união desse amor com seu treinamento de Emergência o levou a trabalhar na Organização do Suporte Médico de Eventos Esportivos. Começa como responsável pelo Campeonato Mundial Juvenil de Saltos Ornamentais, em Belém do Pará, em 2004. Em 2005 foi o médico da Equipe de Saltos Ornamentais do Brasil no Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, em Montreal. Ele foi o Diretor da Policlínica da Vila Pan-Americana, durante os Jogos Pan-Americanos e Para-Pan Americanos do Rio de Janeiro, 2007, onde atuou em toda a Organização dos Serviços Médicos.

O sucesso do evento no Brasil, fez com que fosse convidado para fazer parte, no ano seguinte, da Delegação Brasileira aos Jogos Olímpicos de Verão de Pequim, na China, tendo sido responsável pela parte médica da Base de Aclimatação em Macau, depois se juntando ao Time Brasil, em Pequim.

O maior desafio veio em 2012 com o convite para ser o “Chief Medical Officer”, Coordenador Médico Geral da Copa das Confederações e Copa do Mundo – FIFA Brasil 2013 e 2014. Luís Fernando Correia foi o responsável por montar o suporte médico para as Seleções participantes, árbitros, Imprensa e Convidados da FIFA para as competições, além de implementar todo o esquema de atendimento para o público em todos os 12 estádios que foram usados nas competições.

Durante esse período trabalhou junto à Comissão Médica da FIFA, desenvolvendo uma mochila que ficou definida como o padrão internacional de atendimento à beira de campo nos jogos de futebol organizados pela FIFA. Junto ao material participou da publicação de um artigo científico sobre as diretrizes de atendimento à emergências no futebol, na revista The British Medical Journal of Sports and Medicine.

 

SAÚDE e os Brasileiros nos Estados Unidos

Acompanhando a Saúde nos Estados Unidos em coberturas para o Brasil, e ao mesmo tempo convivendo com os brasileiros que vivem na América, pôde perceber que existe uma enorme demanda de informações de saúde que ajudam os conterrâneos a compreender problemas específicos de saúde que não existem no Brasil, como infecções por vírus e outros microrganismos típicos de ambientes do Hemisfério Norte. Também é muito difícil entender o complexo Sistema de Saúde dos Estados Unidos.

“Acredito que possa trazer uma contribuição para a comunidade brasileira. Além de poderem acessar as participações na Rádio CBN e acompanhar o Estúdio I exibido pela Globo Internacional, passei a ser responsável por uma coluna de Saúde especialmente preparada para o público brasileiro, todas as semanas, no Programa Globo Notícia Américas., na TV GLOBO Internacional. Com isso espero contribuir cada vez mais”.

A maior vontade de Luís Fernando Correia é sempre ajudar quem precisa, explicando de maneira simples o que muitos consideram difícil de entender. “A informação ainda é o melhor remédio”, finaliza.

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *