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Betty Faria, a grande dama da TV brasileira

Betty Faria,  a grande dama da TV brasileira
07 set 2018

CAPA BRAZILUSA SOUTH FLORIDA 36Em 2018, a ícone da TV brasileira Betty Faria comemora 55 anos de seu primeiro contato com as câmeras. A jovemBetty Faria que antes trabalhava como dançarina, começou a sua carreira no cinema, em 1963, quando fez uma pequena participação no filme O Beijo, de Nelson Rodrigues. Foi essa ponta que a mostrou para o meio artístico e depois disso conseguiu engatar trabalhos contínuos como atriz.
A maneira sóbria com que vê a vida reflete os altos e baixos da carreira. De sex symbol nas décadas de 70 e 80, Betty amargou algum tempo longe da emissora global, responsável por alavancar a sua carreira e a mostrar ao mundo. Ela foi dispensada da Globo no início dos anos 2000 por falta de produtividade. Atualmente, recontratada pela emissora, a atriz é pura disposição. “Não tenho do que me queixar da vida, essa coisa de ficar reclamando, não sou isso. Sou bem-sucedida, feliz”, diz ela, mostrando que irreverência é atemporal.

Por mais que seja conhecida como a diva da televisão, muito por conta de seus papéis emblemáticos, dos quais destacamos a inesquecível Tieta de 1989, Betty não leva esse rótulo Betty Faria muito a sério. “Não levo nada disso a sério. Diva, dama, tudo isso é conversa. Eu quero ter bons papéis para trabalhar enquanto estiver viva. Status não me emociona. Gosto que deem valor e apreciem meu trabalho. Sempre tive uma noção de missão como pessoa pública. Quem é conhecido e famoso deve trazer boas mensagens”.
No ápice de seus 77 anos, a atriz não deixa de expor a sua opinião. “Eu não falo a metade do que penso. Não falo a décima parte. As minhas opiniões, às vezes, são polêmicas, mas eu sou pela paz”. Ela acrescenta ainda que quando dá uma opinião e ou outros a procuram para ofendê-la, a primeira reação é ter raiva. “Se eu responder com raiva, vou manter um estado de vida baixo. Então, sou obrigada a procurar uma sabedoria para responder. É um exercício espiritual.

Betty Faria

É transformar o veneno em remédio”.
Para além da rebeldia que floresceu com o passar do tempo, segundo a própria atriz, ela conta que se sente muito confortável com a idade. “A mulher, quando diz sua idade, e assume, é uma liberdade, é uma delícia. Como é que vai pregar feminismo e ter medo de não ser sedutora? É uma babaquice. Sempre pensei assim porque sempre olhei atrizes mais velhas que eu entrando em crise. Tem que trabalhar a cabeça. É uma liberdade”.
Betty FariaBetty Faria está sempre aberta a experimentar novos voos. Movida a desafios, se envolve em cada papel que inicia com muito estudo, pesquisas e vivendo o personagem com toda sua energia e amor, como se fosse o primeiro de sua carreira. Dedica-se ao aprofundamento de tudo o que lhe interessa e faça crescer como pessoa e profissional. Não à toa carrega na bagagem mais de cinco décadas de carreira e uma legião de personagens inesquecíveis.
Ela fez, ainda, um curso na Fundação Getúlio Vargas sobre produção de cinema. A empreitada trouxe conhecimento fundamental para o desafio, enfrentado em 2005, no filme “Bens Confiscados”, de Carlos Reichenbach. O diretor e roteirista, fez o script para ela, que além de atuar foi, também, coprodutora. Mas, sua verdadeira paixão é atuar! “Toda atriz deveria passar um pouco pela produção pra ter um entendimento mais carinhoso das dificuldades do trabalho”, diz.
Muito premiada, Betty já foi prestigiada com inúmeras indicações, tendo em seu currículo grandes prêmios de cinema e televisão, além de ter sido homenageada no Festival de Cinema Brasileiro, em Miami e no Festival de Gramado (2012), com o Troféu Oscarito. Seu último sucesso foi a participação especial na novela “A força do querer”, de Glória Perez, como Elvirinha (2017). Atualmente está nas produções “Os Infratores”, do Fantástico, e “Se Eu Fechar Os Olhos”, ambos na TV Globo.

 

Betty FariaBetty por Betty

O que adora fazer:
Dar um mergulho, e depois, ver um bom filme. Sou louca por cinema.
O que detesta fazer:
Cozinhar. Eu não tenho jeito, me queimo, suja a panela, gosto de tudo limpinho, um horror. E eu fui malcriada pela Tundum. Ela era uma negra, filha de escravos, que trabalhou para minha avó, criou minha mãe, me criou e ainda fez uns agradinhos para os meus filhos. Era uma cozinheira maravilhosa, e me mimava, levava a bandeja na cama. Quando fui morar sozinha, eu só sabia fazer ovo. fazia ovo, ovo, ovo. E é assim até hoje.
O que fazer com isso:
Tenho um lado dondoca. Tem gente que diz: “acho ótimo ir à feirinha escolher legumes”. Detesto. Acho um saco. Eu quero é ir à praia, ler um livro, escutar uma música. Minha cama, eu faço, e meu quarto é arrumadíssimo. O resto tudo, não é comigo.

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