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Bancos comunitários e moedas regionais aquecem o comércio de cidades pequenas e bairros

Bancos comunitários e moedas regionais aquecem o comércio de cidades pequenas e bairros
20 out 2018

CAPA SW FLORIDA 23Imagine chegar a uma pequena cidade no interior do Brasil ou mesmo em um bairro específico de uma grande metrópole e ver que um produto custa 5 Maracanãs A surpresa seria grande, afinal de contas, a moeda nacional é o Real, mas em mais de 100 locais do País, existem moedas regionais, com nomes próprios e que são aceitas praticamente em todos os estabelecimentos daquela localidade.
Essas moedas são adquiridas graças a bancos comunitários que lançam uma moeda regional que tem o mesmo valor de 1 real. A diferença é que esses bancos oferecem empréstimos, a quem não teria como conseguir em um banco tradicional, ou seja, para pessoas carentes e, em muitos casos, sem cobrar juros. A partir daí, todos ganham, pois a pessoa pode adquirir alimentos, remédios e outros produtos; o comércio local começa a vender mais, pois a moeda só é aceita naquela cidade ou bairro. O banco também é beneficiado, já que na maioria das vezes é mantido por associações de comerciantes e moradores.
Essa ideia foi criada pelo indiano Muhammad Yunus, que, por isso, ganhou o Nobel da Paz em 2006, e já é realidade em vários países. Só no Brasil, passam de 100 regiões que contam com moeda alternativa.
É possível encontrar essas moedas alternativas em pequenas cidades como em Igaci, no interior de Alagoas ou em bairros, como no Jardim Maria Sampaio, na zona sul de São Paulo. Com mais gente podendo comprar, alguns estabelecimentos até acabaram contratando funcionários, e novos empreendedores se animam a investir em uma localidade, onde a economia parece ter driblado a crise.

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